INFORME DA CONSELHEIRA FERNANDA SOBRE REVISÃO DO REGIMENTO INTERNO DO CD
- Fernanda Gurjão
- há 11 horas
- 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 05 de agosto de 2026
AOS PARTICIPANTES E ASSISTIDOS
Ref. Novo Regimento Interno do Conselho Deliberativo da Petros[1]
Prezados Participantes e Assistidos,
Escrevo esta mensagem em meu nome próprio, não em nome do Conselho ou da Fundação.
Ao longo desse primeiro ano, tive a oportunidade de acompanhar temas complexos, discutir riscos relevantes e compreender melhor os desafios envolvidos na governança de uma entidade do porte da Petros. Infelizmente, este não foi o caso da deliberação do novo Regimento Interno, o qual os suplentes não tiveram acesso prévio aos materiais e à deliberação, ora aprovada.
Também pude constatar durante este período que governança não se resume à existência de normas e procedimentos.
Governança depende, sobretudo, da qualidade das informações, da pluralidade de perspectivas, da transparência das decisões e da capacidade de fiscalização efetiva dos órgãos responsáveis pela supervisão.
Nesse contexto, reconheço que diversas alterações recentes do Regimento Interno podem contribuir positivamente para aspectos como sucessão da alta administração, formalização dos processos decisórios e organização dos trabalhos do Conselho.
Por outro lado, algumas mudanças despertaram preocupação em mim.
Uma delas refere-se às novas regras para solicitação de informações por conselheiros.
Minha percepção é que o acesso tempestivo à informação constitui requisito fundamental para que qualquer conselheiro possa exercer adequadamente suas responsabilidades. Quando o fluxo de informações passa a depender de avaliações prévias, procedimentos adicionais ou longos prazos de resposta, existe o risco de que esclarecimentos importantes cheguem tarde demais para influenciar decisões ou prevenir riscos.
Outra preocupação está relacionada ao espaço de atuação dos suplentes.
Acredito que suplentes bem-informados, participativos e integrados à rotina do colegiado fortalecem a continuidade institucional e contribuem para uma supervisão mais efetiva. Por essa razão, acompanho com atenção alterações que possam restringir sua participação ou seu acesso a informações relevantes.
Ainda, considero importante refletir sobre os mecanismos de prestação de contas aos participantes.
Os conselheiros eleitos existem justamente para representar participantes e assistidos dentro da estrutura de governança. Na minha visão, a transparência e o diálogo permanente com esse público são elementos fundamentais para fortalecer a confiança nas instituições.
Por fim, faço uma observação de caráter pessoal.
Atualmente sou a única mulher integrante no Conselho Deliberativo e, talvez, a mais jovem.
Por esse motivo, embora tenha considerado positiva a inclusão do tema diversidade no Regimento, acredito que o verdadeiro avanço não ocorre quando a diversidade é apenas mencionada em um documento, mas quando diferentes perspectivas efetivamente participam dos espaços de decisão e contribuem para a construção das soluções.
E é imbuída desses princípios que continuarei exercendo meu mandato com independência, responsabilidade, respeito institucional e compromisso com os interesses dos participantes e assistidos, sempre buscando contribuir para uma Petros mais transparente, mais plural e mais forte.
Atenciosamente,
Fernanda Vianna Gurjão
Conselheira Suplente do CD da Petros
“Governança não é apenas organizar processos.
Governança é garantir que existam informações, debate, diversidade de pensamento e condições reais para que todos os responsáveis pela supervisão possam exercer plenamente seu papel em defesa da instituição e de seus participantes.”



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